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PT aciona STF e acusa Cláudio Castro de repassar dados sigilosos aos EUA

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Brasília — O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação criminal contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). O parlamentar alega que o chefe do Executivo fluminense teria cometido espionagem e atentado contra a soberania nacional ao compartilhar informações com o governo dos Estados Unidos.

O documento foi apresentado na segunda-feira (3), dois dias após a megaoperação policial que mirou o Comando Vermelho (CV) na capital. Segundo Lindbergh, Castro enviou relatório às autoridades norte-americanas solicitando que o CV e outras facções fossem enquadrados como organizações “narcoterroristas”, classificação rejeitada pelo governo federal.

Viagem aos EUA e cooperação com a DEA

A representação menciona viagem oficial do governador aos Estados Unidos em maio de 2025. Na ocasião, Castro anunciou intenção de firmar acordo de cooperação em segurança pública com a agência antidrogas americana (DEA) para “reforçar o combate ao tráfico e às facções criminosas”.

Para o líder petista, o gesto viola a competência exclusiva da União nas relações exteriores e cria um canal paralelo de inteligência. O parlamentar sustenta que, se os EUA aceitarem a classificação de “narcoterrorismo”, poderão impor sanções econômicas, bloquear ativos de brasileiros e executar operações de inteligência ou militares em território nacional sem participação do governo federal.

Pedidos ao STF

Entre as solicitações, Lindbergh requer:

  • recebimento da peça como notícia de fato;
  • envio de cópia à Procuradoria-Geral da República para possível abertura de inquérito ou ampliação do já existente Inq 4995;
  • requisição de todos os documentos do governo fluminense relativos à viagem aos EUA;
  • oitiva dos Ministérios das Relações Exteriores e da Justiça;
  • comunicação à Controladoria-Geral da União e à Abin para preservação de dados;
  • afastamento cautelar de Cláudio Castro e proibição de novos contatos com agentes estrangeiros, sob pena de prisão preventiva;
  • quebra de sigilo das comunicações institucionais mantidas com órgãos dos EUA.

A petição foi encaminhada para distribuição ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF 635 (conhecida como ADPF das Favelas) e do Inq 4995, que apura possível atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra autoridades brasileiras em Washington.

Com informações de Gazeta do Povo