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Profissionais de saúde que atendem Bolsonaro são obrigados a assinar termo de sigilo

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O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena, passou a exigir a assinatura de um Termo de Responsabilidade, Confidencialidade e Sigilo da Informação de todos os profissionais de saúde que prestarem atendimento ao custodiado. A medida consta em memorando datado de 23 de janeiro e divulgado pelo portal Metrópoles.

De acordo com o documento, médicos, enfermeiros, técnicos e demais integrantes das equipes de saúde precisam passar por revista em scanner corporal antes de entrar no Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM). É vetada a entrada com armas de fogo, objetos perfurocortantes que não façam parte de kits de emergência ou qualquer item considerado risco à segurança institucional.

O comando do batalhão afirma que as novas regras atendem à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou assistência médica ininterrupta a Bolsonaro. Ainda segundo o texto, o protocolo busca “preservar a segurança institucional no interior das instalações”.

Prisão e histórico recente

Bolsonaro foi detido após tentar romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda e, inicialmente, ficou na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Posteriormente, foi transferido para o chamado “Papudinha”, anexo do Complexo Penitenciário da Papuda, depois de sofrer um traumatismo cranioencefálico leve ao cair da cama e bater a cabeça em um móvel. Moraes autorizou exames no hospital DF Star e, em seguida, definiu o novo local de cumprimento da pena de 27 anos e três meses.

A Gazeta do Povo contatou o comando do 19º BPM, a Polícia Militar do Distrito Federal e a Secretaria de Administração Penitenciária do DF para comentar o protocolo. Até o momento, não houve manifestação.

Com informações de Gazeta do Povo