Brasília – O Palácio do Planalto decidiu reduzir o contato institucional com o Supremo Tribunal Federal (STF) depois que a Polícia Federal incluiu nomes de ministros da Corte nas investigações sobre o Banco Master. A medida, classificada por auxiliares como “afastamento preventivo”, foi adotada em 20 de março de 2026 para conter desgaste político na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Investigações atingem integrantes do STF
Relatórios da Polícia Federal citam os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O entorno do governo avalia que as menções a Toffoli, por sua antiga ligação com o PT, agravam o risco de contaminação política. Já Moraes aparece em mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, fato que tem alimentado críticas da oposição.
Reação do Planalto
Para evitar que a crise se reflita na popularidade presidencial, reuniões regulares entre Lula e ministros do STF foram suspensas. Assessores defendem distância institucional até que o andamento do inquérito se torne mais claro.
Percepção pública sobre o Supremo
Pesquisas recentes mostram que 72 % dos brasileiros consideram o STF excessivamente poderoso e 59 % acreditam que o tribunal atua como aliado do Executivo. O cenário preocupa o Planalto, uma vez que parte significativa do eleitorado avalia ser necessário eleger senadores dispostos a analisar pedidos de impeachment contra magistrados da Corte.
Impacto eleitoral em 2026
A direita tem explorado o caso nas articulações para as eleições de 2026. O PL traça estratégia para conquistar maioria no Senado usando o discurso de enfrentamento ao STF. Como cabe à Casa processar ministros, o desgaste torna-se argumento central para as futuras campanhas.
Risco de avanço sobre o governo
Dirigentes do PT admitem receio de que uma eventual delação de Daniel Vorcaro envolva contratos em estados governados pelo partido ou membros do primeiro escalão federal. Caso isso ocorra, avaliam interlocutores, Lula teria dificuldade maior para manter posição de neutralidade diante do escândalo.
Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre o afastamento decidido pelo Planalto, e os ministros citados negam irregularidades.
Com informações de Gazeta do Povo