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Sob pressão, presídio instala câmeras e transfere Filipe Martins para nova cela no Paraná

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Curitiba – A Casa de Custódia de Ponta Grossa (PR) instalou nesta terça-feira, 10 de março, câmeras de segurança voltadas para a cela ocupada pelo ex-assessor presidencial Filipe Martins. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Ricardo Arruda (PL), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná.

O reforço na vigilância surgiu após intensa pressão sobre o governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD). Familiares, advogados e políticos cobravam medidas de proteção, alegando risco à integridade física de Martins em um setor da unidade prisional que não contava com monitoramento.

Solicitações atendidas

Arruda relatou ter permanecido cerca de duas horas dentro da Casa de Custódia e afirmou que todos os pedidos de segurança foram acatados. Além das novas câmeras, Martins será deslocado para uma cela individual já pintada e equipada com sistema de vigilância interno. A atual, com menos de quatro metros quadrados e paredes revestidas de chapisco, provocava ferimentos em contatos acidentais, segundo a defesa.

Pressão política

Entre os que publicamente pressionaram o governo estadual esteve o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele solicitou que Ratinho Júnior não se tornasse “cúmplice” de um eventual crime dentro do presídio.

Transferências e rebelião

Na semana passada, um princípio de rebelião causado por detentos insatisfeitos com o tratamento dispensado a Martins levou à transferência emergencial do ex-assessor para o Complexo Médico Penal do Paraná. A Polícia Penal justificou a remoção em ofício dirigido ao Supremo Tribunal Federal como “urgência operacional”.

O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, ordenou o retorno de Martins à Casa de Custódia e determinou uma vistoria no local. A operação, realizada no sábado, 7 de março, contou com o apoio de helicópteros e a presença de representantes da OAB e do Ministério Público do Paraná, sem participação da defesa.

Com a instalação das câmeras e a mudança de cela, familiares afirmam que a principal preocupação — a ausência de monitoramento constante — foi parcialmente sanada.

Com informações de Gazeta do Povo