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Presidente do União Brasil articula base no Rio e se reúne com investigados por milícia

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Rio de Janeiro – O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, tem participado de encontros em Belford Roxo, Baixada Fluminense, com figuras locais acusadas de ligação com milícias, enquanto consolida sua pré-candidatura a deputado federal pelo Estado em 2026.

Natural de Pernambuco, Rueda trabalha para fortalecer a sigla no município com o apoio do prefeito Márcio Canella (União Brasil), vice-presidente nacional do partido. Caso confirme a disputa, será a primeira vez que o dirigente concorrerá a um cargo eletivo.

Encontros com acusados

Durante agendas oficiais, Rueda se reuniu com os secretários municipais Fabinho Varandão (MDB) e Eduardo Araujo (PL). Ambos já foram alvos de investigações por participação em grupos paramilitares na região.

Varandão foi preso, mas não chegou a ser condenado. Já Araujo recebeu pena de oito anos de prisão por integrar organização acusada de homicídios, extorsão e exploração de sinal clandestino de TV. Nas eleições de 2024, os dois tentaram disputar vagas na Câmara Municipal, mas tiveram as candidaturas barradas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ); a decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Acusações internas no partido

Rueda também enfrenta dentro da legenda denúncia do ex-presidente Luciano Bivar (PE), que o acusa de negociar diretórios em troca de dinheiro. O atual dirigente nega “delírios e calúnias”.

Planos eleitorais e alianças

O presidente do União Brasil pretende liderar a nova sigla que surgirá da fusão entre União Brasil e PP. No Estado, a legenda integra a base do governador Cláudio Castro (PL) e trabalha para lançar Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, ao governo em 2026. O plano prevê que Castro renuncie em abril daquele ano para disputar o Senado, permitindo que Bacellar assuma o Palácio Guanabara até o fim do mandato.

Em julho, Bacellar comandou o Estado interinamente e exonerou o secretário de Transportes Washington Reis (MDB) sem o aval do governador, decisão mantida apesar das críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No mesmo período, Rueda convidou Castro a migrar para o União Brasil, mas o chefe do Executivo fluminense reafirmou permanência no PL.

Questionado sobre as reuniões com investigados, Rueda declarou que sua relação com Belford Roxo é “institucional” e se baseia em discutir “projetos e resultados” para a cidade.

Com informações de Revista Oeste