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Após prêmio no Globo de Ouro, Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura voltam a criticar Jair Bolsonaro

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O diretor Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura usaram a sala de imprensa do Globo de Ouro, no domingo (12), para criticar novamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde 2025. Os brasileiros receberam dois troféus pela produção “O Agente Secreto”.

Mendonça Filho, premiado como diretor da obra que retrata um episódio da ditadura militar, relacionou o enredo do filme à política recente do país. “Há cerca de dez anos, o Brasil sofreu uma guinada drástica à direita e esses tempos se foram, com o ex-presidente Jair Bolsonaro agora preso”, afirmou. O cineasta classificou Bolsonaro como “irresponsável de forma épica” por, segundo ele, não liderar o país durante a pandemia, e disse que o cinema serve para “expressar lutos e dificuldades” da sociedade.

Wagner Moura, escolhido melhor ator, reforçou o tom. “Bolsonaro é um fascista de extrema direita”, declarou, acrescentando que o longa é “a manifestação física dos ecos da ditadura no Brasil”. A fala repete entrevista concedida ao New York Times antes da cerimônia, na qual previu que Bolsonaro entraria para a história “como o fascista eleito que tentou um golpe de Estado”.

Repercussão

Ex-secretário especial de Cultura no governo Bolsonaro, Mario Frias reagiu nas redes sociais, chamando Moura de “frango travestido de virtude”, “oportunista” e “sustentado por um Estado corrupto”. Segundo Frias, a indignação do ator seria “seletiva e calculada”.

O pastor Silas Malafaia também criticou o artista, dizendo que “governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura”.

Financiamento público

Escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2026, “O Agente Secreto” recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Ancine, via edital público. Profissionais do setor lembram que, durante o mandato de Bolsonaro, houve reclamações sobre redução de verbas federais para o cinema.

Em live de 2019, Bolsonaro disse ter barrado o financiamento de filmes que considerava “dinheiro jogado fora”. “O que isso vai agregar para a cultura?”, questionou na ocasião.

Com informações de Gazeta do Povo