A taxa de pobreza na Argentina caiu para 28,2% da população no segundo semestre de 2025, informou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). É o menor índice desde o início de 2018, quando o percentual estava em 27,3%.
O levantamento aponta que cerca de 8,5 milhões de argentinos vivem abaixo da linha de pobreza. Dentro desse grupo, 1,9 milhão — o equivalente a 6,3% da população — encontra-se em situação de extrema pobreza.
Evolução em 12 meses
Na comparação com o mesmo período de 2024, a proporção de pessoas pobres diminuiu 9,9 pontos percentuais. Isso representa aproximadamente 4,5 milhões de cidadãos que deixaram a pobreza nos últimos 12 meses — quase 380 mil por mês, ou pouco mais de 12,5 mil por dia.
Em relação ao primeiro semestre de 2025, o recuo foi de 3,4 pontos percentuais.
Renda e custo de vida
Entre o segundo semestre de 2024 e igual intervalo de 2025, a renda média familiar avançou 18,3%. No mesmo período, o custo da cesta básica alimentar subiu 11,9%, enquanto a cesta básica total, que inclui outros bens e serviços essenciais, aumentou 11,3%.
Reação do governo
O governo do presidente Javier Milei celebrou a queda acumulada de 24,7 pontos percentuais desde o primeiro semestre de 2024, quando a pobreza chegou a 52,9%. Segundo nota do Ministério do Capital Humano, o resultado reflete medidas voltadas ao controle da inflação, à estabilização econômica e à assistência direta às camadas mais vulneráveis.
O ministro da Economia, Luis Caputo, relacionou a melhora ao crescimento da atividade econômica e à desaceleração dos preços. A inflação mensal recuou de 25,5% em dezembro de 2023, início do governo Milei, para 2,9% em fevereiro de 2026.
Com informações de Direita Online