Home / Política / PGR solicita ao STF condenação de parlamentares do PL por esquema de propina em emendas

PGR solicita ao STF condenação de parlamentares do PL por esquema de propina em emendas

ocrente 1773166787
Spread the love

Brasília – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta terça-feira (10) a condenação de três deputados federais do PL e de outros cinco investigados por suposta cobrança de propina para liberação de emendas parlamentares entre 2019 e 2021.

O caso começou a ser analisado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida e relatada pelo ministro Cristiano Zanin. Durante a sessão, o subprocurador-geral Paulo Vasconcelos Jacobina afirmou que as provas reunidas nos autos indicam a existência de “estrutura ordenada” destinada a direcionar recursos públicos mediante pagamento de vantagens ilícitas.

Percentual de 25% sobre emendas

Segundo a denúncia, o grupo exigia 25% do valor das emendas para garantir o repasse a prefeituras. Um dos episódios citados envolve a destinação de R$ 6,67 milhões para a área da saúde em São José de Ribamar (MA); em troca, teria sido solicitada propina de aproximadamente R$ 1,6 milhão ao então prefeito José Eudes, autor da notícia-crime que deu início às investigações.

Acusados e crimes imputados

Respondem à ação penal os deputados Josimar Cunha Rodrigues (Josimar Maranhãozinho-PL/MA), apontado pela PGR como líder do esquema; Gildenemir de Lima Sousa (Pastor Gil-PL/MA); o ex-deputado João Bosco da Costa (Bosco Costa-PL/SE); além de Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha. Eles são acusados de corrupção passiva e organização criminosa; em caso de condenação, podem perder o mandato e cumprir pena de reclusão.

Defesas negam irregularidades

Os advogados dos réus sustentam falta de provas, nulidades processuais e cerceamento de defesa. No caso de Maranhãozinho, a defesa afirma que os recursos investigados não se originaram de emendas apresentadas pelo parlamentar, afastando, segundo ela, qualquer vínculo com o suposto esquema.

Após as manifestações da PGR e das defesas, o processo segue para voto do relator, sem prazo definido para conclusão do julgamento.

Com informações de Gazeta do Povo