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PGR instaura sindicância sigilosa contra servidores que criticaram bônus milionário a procuradores

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Brasília — A Procuradoria-Geral da República abriu uma sindicância para apurar a conduta de servidores que, em um grupo de WhatsApp, questionaram pagamentos extras concedidos a procuradores. A investigação foi solicitada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e tramita sob o mais alto grau de sigilo, acessível apenas a procuradores e funcionários previamente autorizados.

De acordo com a ANPR, as mensagens compartilhadas pelos servidores “maculam a imagem” da instituição ao divulgar supostas “informações falsas” sobre benefícios recebidos pelos membros do Ministério Público Federal (MPF). Entre os pontos levantados, está a autorização dada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, para pagar retroativamente compensações financeiras por “excesso de trabalho”. Segundo as conversas investigadas, cada procurador poderia receber até R$ 1 milhão, valor que não entra no cálculo do teto constitucional de R$ 46.366,19 por não ter natureza salarial.

Os servidores do Ministério Público da União (MPU) — que reúne MPF, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios — afirmam que o orçamento estaria sendo “capturado” para cobrir esses penduricalhos, reduzindo a margem para reajustes salariais da carreira.

A Secretaria de Tecnologia da Informação, a Polícia do MPF e a Secretaria de Perícia e Análise terão 60 dias para concluir a apuração e emitir pareceres sobre o caso.

A Gazeta do Povo procurou a ANPR, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Com informações de Gazeta do Povo