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PGR encerra pedido de oposição para retirar Dias Toffoli de investigação sobre Banco Master

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Brasília – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento da representação apresentada por deputados da oposição que solicitava o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito que apura supostas irregularidades no Banco Master.

O despacho foi assinado em 15 de janeiro de 2026. No texto, Gonet afirmou que “o caso já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”.

Pedido inicial em dezembro

A primeira representação foi protocolada em 10 de dezembro de 2025 pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). Eles alegaram “conflito de interesse” após vir a público a informação de que Toffoli viajara a Lima, no Peru, acompanhado do advogado de um dos investigados.

Novos argumentos sobre possível conflito

Com o avanço das investigações, Caroline de Toni encaminhou material adicional à PGR em 22 de janeiro de 2026, reforçando o pedido de suspeição. A parlamentar sustenta que empresas ligadas a familiares de Toffoli mantiveram vínculos indiretos com o Banco Master.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o Arleen Fundo de Investimentos – apontado como sócio do resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR) – foi cotista do RWM Plus, que por sua vez recebeu recursos do fundo Maia 95. Este último figura entre os seis veículos financeiros citados pelo Banco Central na teia de supostas fraudes atribuídas ao grupo controlado por Daniel Vorcaro.

O Arleen também aportou capital na DGEP Empreendimentos, incorporadora que teve um primo do ministro no quadro societário. Já o Estadão informou que a sede de uma das empresas envolvidas está registrada no imóvel onde mora José Eugênio Dias Toffoli, irmão do magistrado.

Mudança societária no resort

A participação de familiares de Toffoli no Tayayá foi encerrada em fevereiro de 2025, quando a Maridt – empresa ligada à família – vendeu suas cotas ao grupo PHB Holding por cerca de R$ 3,5 milhões. A holding pertence ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que já defendeu a JBS em causas tributárias.

Antes disso, em 2021, parte das ações havia sido repassada a um fundo ligado ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Operação de cassino exposta

Reportagem do portal Metrópoles publicada em 21 de janeiro de 2026 apontou que o Tayayá mantinha um cassino com máquinas caça-níqueis e mesas de pôquer. Funcionários teriam se referido ao empreendimento como “o resort do Toffoli”, embora a família não seja mais acionista.

Com a decisão de Paulo Gonet, nenhuma medida adicional será adotada pela PGR contra o ministro no momento.

Com informações de Gazeta do Povo