A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar o procedimento que apurava possível omissão de dados da Presidência da República sobre despesas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e sobre registros de acessos de familiares ao Palácio do Planalto.
A investigação foi aberta pelo Ministério Público Federal há cerca de um ano para verificar se o governo vinha utilizando sigilos administrativos, inclusive o de 100 anos, para negar informações públicas durante o atual mandato.
O caso ganhou visibilidade em fevereiro de 2025, quando a revista Veja informou que o processo estava sob análise da assessoria criminal do gabinete do procurador-geral Paulo Gonet, por envolver diretamente o chefe do Executivo.
Entre os pontos investigados estavam:
- quantidade de assessores vinculados à primeira-dama;
- gastos com alimentação no Palácio da Alvorada;
- deslocamentos no helicóptero presidencial;
- registros de visitas dos filhos do presidente ao Planalto.
Na mesma época, a CNN noticiou que integrantes do Ministério Público encaminharam pedidos formais de esclarecimento ao governo federal. A Presidência respondeu, à época, estar “absolutamente segura” quanto à regularidade dos atos e garantiu que atenderia às solicitações.
No início de 2026, o procurador-geral determinou o arquivamento em decisão individual tomada em seu gabinete. Os fundamentos adotados foram classificados como sigilosos, mantendo em reserva os critérios que levaram ao encerramento da apuração.
Com a medida, a investigação foi oficialmente dada por encerrada, sem divulgação pública dos detalhes analisados pela PGR.
Com informações de Direita Online