Brasília — O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido que buscava abrir investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em razão de supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A medida foi tomada em 29 de dezembro de 2025, após a PGR concluir que não há indícios suficientes de ilicitude.
Entre as suspeitas descartadas estavam:
- o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes;
- seis ligações telefônicas feitas em um único dia pelo ministro ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para acompanhar a negociação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB);
- a viagem aérea do ministro Dias Toffoli junto com um advogado ligado ao banco para assistir à final da Copa Libertadores.
Mesmo com os questionamentos públicos sobre a operação estimada em valores bilionários, Gonet avaliou que os elementos apresentados não justificam a abertura de inquérito. Com isso, o caso foi arquivado.
Reação no Congresso
Parlamentares da oposição anunciaram que vão protocolar um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes e pressionar pela criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a situação do Banco Master. Segundo líderes oposicionistas, o arquivamento da PGR não afasta “dúvidas” sobre a operação financeira nem a atuação de autoridades envolvidas.
Além do movimento pelo afastamento de Moraes, deputados e senadores também pretendem questionar no plenário do Congresso a manutenção de uma acareação determinada por Dias Toffoli entre o diretor de Fiscalização do Banco Central e investigados no caso. Para integrantes do mercado financeiro, a decisão acende um sinal de alerta sobre a credibilidade da autoridade monetária.
Até o momento, nem o STF nem o Banco Central comentaram oficialmente o arquivamento do pedido ou a possível acareação.
Com informações de Gazeta do Povo