Brasília – A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica nesta terça-feira (17), após a Polícia Federal cumprir medida cautelar contra a parlamentar durante a Operação Indébito.
A apuração é um desdobramento da Operação Sem Desconto, iniciada em 2025, que identificou esquema de descontos associativos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU), o prejuízo a aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 pode chegar a R$ 6,3 bilhões.
Mandados em duas unidades da Federação
No total, agentes federais e auditores da CGU cumpriram dois mandados de prisão, 19 de busca e apreensão e outras determinações judiciais no Ceará e no Distrito Federal. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de “esclarecer crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio”.
Suspeita de participação da deputada
Os investigadores afirmam que o nome de Gorete Pereira apareceu vinculado a uma entidade suspeita de efetuar descontos associativos sem autorização dos beneficiários. Há indícios de que a congressista teria recebido procuração para firmar acordos de cooperação com o INSS em nome da associação.
Durante a operação desta terça, foram presos um empresário e uma advogada ligados à entidade, além da apreensão de carros de luxo, valores em espécie e equipamentos eletrônicos.
Trajetória política
Eleita suplente em 2022 com 36,5 mil votos, Gorete Pereira assumiu o mandato na vaga do deputado Yuri do Paredão (MDB-CE), atualmente licenciado. Antes de ingressar no MDB em 2026, a deputada integrava o PL. Em nota divulgada no ano passado, ela negou envolvimento em qualquer esquema de corrupção no INSS.
O gabinete de Gorete Pereira foi procurado pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre as novas medidas.
Com informações de Gazeta do Povo