Brasília – A Polícia Federal enviou nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o relatório médico elaborado após a queda sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cela onde está custodiado.
De acordo com o documento, Bolsonaro estava consciente e orientado durante o atendimento, sem sinais de déficit neurológico, mas apresentava leve desequilíbrio ao permanecer em pé. O ex-mandatário sofreu corte superficial no lado direito do rosto e outro no pé esquerdo, ambos com sangramento.
O atendimento foi prestado às 9h na Superintendência da PF, em Brasília, depois que agentes de plantão solicitaram auxílio médico. Bolsonaro relatou tontura e soluços intensos na noite de segunda-feira (5) e afirmou ter caído da cama enquanto dormia, resultando em leve traumatismo craniano e contusões nos braços e nos pés.
Os médicos da PF apontaram quatro possíveis causas para o incidente: interação medicamentosa, crise epiléptica, adaptação ao aparelho CPAP (usado para apneia do sono) e processo inflamatório pós-operatório.
Mais cedo, a defesa do ex-presidente pediu autorização para transferência a um hospital, mas Moraes entendeu que não havia urgência na remoção e solicitou informações adicionais antes de decidir.
Após o despacho do ministro, os advogados indicaram que os exames devem ser realizados no Hospital DF Star para prevenir complicações neurológicas. O médico Brasil Caiado recomendou, com urgência, tomografia computadorizada e ressonância magnética de crânio, além de eletroencefalograma.
Caiado descreveu o quadro como compatível com traumatismo craniano, síncope noturna, possível crise convulsiva, oscilação transitória de memória e ferimento cortante na região temporal direita.
Com informações de Gazeta do Povo