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PF deflagra Operação Dataleaks e prende suspeitos de vender dados sigilosos de ministros do STF

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Brasília – A Polícia Federal (PF) cumpre nesta quinta-feira (5) cinco mandados de prisão contra integrantes de um suposto esquema de vazamento e comercialização de informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação, batizada de Operação Dataleaks, é um desdobramento do chamado “inquérito das fake news”, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Além das prisões, os agentes executam quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. Segundo a PF, todos os ministros da Corte tiveram dados acessados de forma irregular.

Como atuava o grupo

De acordo com as investigações, a organização criminosa invadia bases de dados públicas e privadas, extraía informações pessoais e as colocava à venda. O material também era distribuído sem autorização em plataformas clandestinas.

Os suspeitos teriam recorrido a técnicas de invasão de sistemas e manipulação de registros para abastecer uma base paralela. As informações incluíam documentos fiscais, contratos e movimentações financeiras.

Alvos e dados vazados

Entre os arquivos comercializados estariam contratos da advogada Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, avaliados em R$ 129 milhões até 2027. A imprensa também revelou aumento patrimonial de Viviane Barci, de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões entre 2023 e 2024.

Documentos que citam o ministro Dias Toffoli e transações ligadas ao mesmo banco também apareceram nos vazamentos. Mensagens atribuídas a Vorcaro mencionam pagamentos de R$ 35 milhões a um resort da família do ministro e prints de contratos com a advogada Roberta Rangel, ex-mulher de Toffoli.

Possíveis crimes

Os investigados podem responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

Manifestação da PGR

Em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou que houve “exploração fragmentada e seletiva” de dados sigilosos de autoridades, divulgados sem contexto e “instrumentalizados para produzir suspeitas artificiais”.

As diligências seguem sob sigilo judicial.

Com informações de Gazeta do Povo