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PF admite ao STF que não há solução simples para reduzir ruído em cela de Bolsonaro

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A Polícia Federal comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, que não consegue diminuir o barulho proveniente do sistema de ar-condicionado central na Sala de Estado-Maior ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na sede da corporação, em Brasília.

A manifestação foi enviada depois que a defesa do ex-mandatário solicitou providências para cessar o “ruído contínuo e permanente” no local. Os advogados pediram alternativas como adequação do equipamento, isolamento acústico ou mudança de layout.

Motivo técnico impede mudança

No documento, assinado pelo delegado Maurício Rocha Da Silva, a PF reconhece que há barulho na cela, instalada ao lado de áreas técnicas que abrigam os equipamentos de climatização do edifício. A corporação afirma, contudo, que não é possível realocar Bolsonaro para outra Sala de Estado-Maior por questões de segurança.

Segundo a polícia, a eliminação ou redução significativa do som exigiria “ações complexas de infraestrutura” e a paralisação total do sistema de ar-condicionado por período prolongado, o que prejudicaria as atividades da Superintendência Regional.

Defesa aponta risco à saúde

Para a equipe jurídica de Bolsonaro, preso desde 22 de novembro de 2025, o ruído “extrapola o mero desconforto” e afeta a saúde física e psicológica do ex-presidente ao impossibilitar o descanso adequado.

O pedido agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Com informações de Gazeta do Povo