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PF investiga vazamentos que teriam frustrado ações contra o Banco Master

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Brasília — A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apuram indícios de que informações sigilosas foram repassadas a investigados antes das três fases da Operação Compliance Zero, que mira o Banco Master. A suspeita ganhou força após a identificação de movimentações atípicas de alvos, esvaziamento de imóveis e a presença antecipada de advogados nos endereços monitorados.

Primeiro alerta em novembro de 2025

O sinal vermelho surgiu em 24 de novembro de 2025, data da primeira etapa da operação. Na ocasião, o controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos momentos antes de embarcar em um jato particular rumo aos Emirados Árabes Unidos. Para os investigadores, a tentativa de saída do país no exato instante da deflagração indica que Vorcaro pode ter sido avisado com antecedência.

Imóveis esvaziados na segunda fase

Na segunda fase, em 17 de janeiro de 2026, a eficiência da ação policial foi comprometida. Equipes da PF encontraram residências e escritórios praticamente vazios, quartos revirados e a ausência de celulares, computadores e discos rígidos. Além disso, defensores dos investigados já aguardavam nos locais, reforçando a hipótese de quebra de sigilo.

Mudança de relatoria no STF

O processo sofreu alteração em 13 de fevereiro de 2026, quando o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria após a divulgação de vínculos societários entre uma empresa de sua família e um resort que recebeu investimentos ligados a Vorcaro. A investigação passou ao ministro André Mendonça, que autorizou a terceira fase em 11 de março de 2026.

‘A Turma’: núcleo de inteligência paralelo

Durante as apurações, a PF identificou um grupo próximo a Vorcaro, apelidado de “A Turma”. Segundo o inquérito, esse núcleo teria monitorado ilegalmente autoridades e jornalistas críticos ao banco, além de acessar de forma irregular bases de dados da Interpol e da Justiça Federal para pressionar e coagir testemunhas.

Danos às provas

Os investigadores apontam que o vazamento permitiu o desaparecimento de documentos físicos, celulares e HDs externos essenciais à apuração. A prioridade agora é descobrir se houve falha institucional ou a participação de servidores infiltrados, que teriam utilizado credenciais legítimas para obter e repassar as informações sigilosas.

As diligências continuam sob sigilo, e novas medidas judiciais não estão descartadas.

Com informações de Gazeta do Povo