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PF investiga rede de influenciadores pró-Master; “juntou do PCC ao STF”, diz vereador

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Brasília – 01/02/2026 – A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a ação coordenada de 46 perfis de redes sociais suspeitos de atacar o Banco Central (BC) e defender o Banco Master após a instituição financeira ser liquidada em dezembro. A denúncia partiu do vereador Rony Gabriel (PL-RS), que recusou convite para aderir à campanha digital e afirma que o caso “juntou do PCC ao STF”.

Segundo o parlamentar de Erechim (RS), agências de marketing ofereceram contratos de até R$ 2 milhões para criadores de conteúdo disseminarem a tese de que a decisão do BC foi precipitada. O pacote previa alcançar cerca de 36 milhões de seguidores, com base em reportagem do portal Metrópoles que citava parecer do Tribunal de Contas da União (TCU).

Convite recusado e denúncia pública

Gabriel, que soma quase dois milhões de seguidores no Instagram e é pré-candidato a deputado federal, disse ter sido procurado em dezembro para integrar o chamado “Projeto DV”, referência ao banqueiro Daniel Vorcaro. O vereador tornou pública a proposta no início de janeiro, período em que a iniciativa já era monitorada pela PF.

A exposição nacional impulsionou o engajamento do político, que passou da 25ª para a 9ª posição no ranking de presença digital de autoridades em 2026. “Espero que a quebra de sigilo alcance todos os envolvidos”, declarou.

Multa contratual não executada

O contrato oferecido previa multa de R$ 800 mil por quebra de confidencialidade. Apesar de ter divulgado nomes e valores, o vereador informou que a penalidade ainda não foi cobrada. “Quem topou o acordo continua me atacando em seus canais”, afirmou.

Próximos passos da investigação

Autorizado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, o inquérito permanece sob sigilo. Gabriel disse não ter sido convocado para depor, mas colocou-se à disposição da PF. Ele defende que o processo seja remetido à primeira instância para “maior transparência”.

O parlamentar também critica a participação de figuras “com trânsito privilegiado em Brasília” que, segundo ele, compunham um “conselho informal” para abrir portas ao Banco Master nos Três Poderes.

Com informações de Gazeta do Povo