A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (13), nove mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um esquema de desvio de emendas parlamentares. Entre os alvos está o deputado federal Félix Mendonça (PDT-BA), aliado do governo Lula. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e executadas na Bahia e no Distrito Federal.
Bloqueio de R$ 24 milhões
O STF determinou ainda o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas, medida que, segundo a PF, busca interromper o fluxo de recursos considerados ilícitos.
Como funcionava o esquema, segundo a investigação
As apurações indicam que emendas parlamentares eram direcionadas para licitações previamente combinadas. Servidores públicos favoreciam empresas específicas, que depois superfaturavam contratos e desviavam parte do dinheiro. A polícia investiga crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Endereços vasculhados
Os agentes estiveram no apartamento funcional de Mendonça em Brasília e em sua residência em Salvador. Até a publicação desta reportagem, a defesa do parlamentar não havia se manifestado.
Histórico da Operação Overclean
Deflagrada em dezembro de 2024, a Operação Overclean teve início com 59 mandados judiciais e 16 prisões na Bahia, São Paulo e Goiás. Em junho de 2025, um assessor de Félix Mendonça foi alvo de outra fase por suposta coordenação do esquema. O deputado negou irregularidades à época.
Trajetória política
Félix Mendonça costuma votar com o Palácio do Planalto, embora faça críticas pontuais à política econômica. Em abril de 2025, ele liderou a entrada do PDT na base do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reforçando a aliança estadual para as eleições de 2026.
A investigação segue sob sigilo, e novos desdobramentos não são descartados.
Com informações de Gazeta do Povo