Brasília – A Polícia Federal indiciou o ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, por suspeita de assédio e importunação sexual. O relatório da investigação, conduzida sob sigilo, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 14 de novembro de 2025.
O inquérito é relatado no STF pelo ministro André Mendonça, que deve enviar o material à Procuradoria-Geral da República para manifestação. Almeida nega as acusações.
Demissão em 2024 após denúncias
Silvio Almeida deixou o governo em setembro de 2024, depois que a ONG Me Too Brasil tornou públicas denúncias anônimas recebidas por seus canais de atendimento. As autoras dos relatos autorizaram a divulgação.
Episódios citados
Entre as declarações que embasaram o inquérito estão apontamentos da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que afirma ter sido importunada por Almeida durante a transição governamental, em 2022. O ex-ministro sustenta que houve apenas divergências de trabalho e classifica a acusação como “descalabro”.
Em depoimento, Almeida alegou ter sido tratado com hostilidade em reunião sobre enfrentamento ao racismo em aeroportos, na presença de diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da própria PF.
Repercussão
Nas redes sociais, Anielle Franco declarou que considerar relatos de assédio como “fofocas” ou “brigas políticas” é “inaceitável” e reforçou confiança nas investigações policiais. A defesa de Silvio Almeida preferiu não se pronunciar após a abertura do inquérito.
O caso segue em sigilo no Supremo e aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República.
Com informações de Gazeta do Povo