A Polícia Federal conseguiu acessar o telefone celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, após quebrar as camadas de criptografia do aparelho.
De acordo com fontes ligadas à investigação, o trabalho foi possível graças a um software de decodificação adquirido recentemente pela corporação, projetado para superar sistemas de proteção de última geração. O equipamento em questão é um iPhone 17 Pro Max, modelo que possui blindagens adicionais de segurança, o que tornou o procedimento “demorado e minucioso”, segundo investigadores.
Filtragem dos dados
Depois da extração inicial, os peritos iniciaram a recuperação de mensagens, imagens e outros arquivos que teriam sido apagados por Vorcaro. O material passa agora por uma etapa de triagem interna, voltada a separar conteúdos de interesse direto do inquérito – principalmente negociações que envolvem o Banco Master, o Banco de Brasília e possíveis tentativas de impedir ou retardar a liquidação da instituição.
A defesa do empresário solicitou que informações estritamente pessoais, sem ligação com o caso, sejam excluídas. A previsão é de que essa filtragem seja concluída em até duas semanas após o Carnaval.
Próximos passos
Concluída a seleção, os dados considerados relevantes serão enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise jurídica. Embora o aparelho contenha contatos e conversas com diversas autoridades, os investigadores afirmam que o foco está em possíveis irregularidades administrativas e eventuais pressões políticas relacionadas ao banco.
Contexto da operação
O celular foi apreendido durante a Operação Compliance Zero, que apura indícios de fraude no Banco Master. Nos bastidores, cresce a expectativa de que o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, autorize o compartilhamento das informações com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que ampliaria o alcance das apurações.
Daniel Vorcaro tem depoimento marcado para o dia 26, logo após o feriado de Carnaval. A defesa avalia limitar as respostas aos tópicos previamente definidos. Para a Polícia Federal, o conteúdo extraído do telefone é considerado peça-chave e pode desencadear novos desdobramentos criminais e políticos, dependendo da validação pelas instâncias judiciais.
Com informações de direitaonline.com.br