O ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista nesta terça-feira, 10 de março de 2026, e suspendeu o julgamento que pode levar à cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do presidente afastado da Assembleia Legislativa fluminense, deputado Rodrigo Bacellar (União-RJ). Com a interrupção, a análise do caso ficará parada até 24 de março.
Os recursos foram apresentados pela chapa do ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT) e pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro. O processo voltou à pauta depois de um pedido de vista anterior do ministro Antonio Carlos Ferreira, que já votou pela cassação de Castro, acompanhando o posicionamento da ex-ministra Isabel Gallotti. No momento, faltam dois votos para que a Corte forme maioria pela perda de mandato e declaração de inelegibilidade por oito anos.
Ao justificar seu voto, Ferreira destacou que testemunhas relataram ameaças de desligamento de programas sociais caso não houvesse engajamento na campanha eleitoral, o que, segundo ele, indicaria um “método estruturado de coação” para transformar contratações temporárias em ferramenta de promoção política.
As acusações envolvem suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O Ministério Público do Rio de Janeiro aponta que cerca de R$ 248 milhões passaram pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários vinculados a projetos sociais. Na época, Bacellar ocupava a Secretaria de Governo.
A defesa de Cláudio Castro afirma confiar na manutenção da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia absolvido o governador. Castro planeja renunciar ao cargo até abril para concorrer ao Senado.
Com informações de Gazeta do Povo