Home / Política / Padilha chama de “covardia” decisão dos EUA que anulou vistos da esposa e da filha de 10 anos

Padilha chama de “covardia” decisão dos EUA que anulou vistos da esposa e da filha de 10 anos

rss featured 18344 1755296140
Spread the love

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou como “ato covarde” o cancelamento, pelo governo dos Estados Unidos, dos vistos de sua esposa e de sua filha de 10 anos. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (15), durante o mandato do presidente Donald Trump.

Em entrevista ao programa GloboNews Mais, da GloboNews, Padilha lembrou que seu próprio visto venceu em 2024 e, por isso, não foi alcançado pela sanção. A decisão ocorre na mesma semana em que a embaixada norte-americana no Brasil acusou o Programa Mais Médicos de ser um “golpe diplomático” e avisou que novas punições seriam adotadas.

Ministro defende Mais Médicos

Padilha afirmou que o Mais Médicos foi criado em 2013 para suprir a falta de profissionais em áreas remotas. Segundo ele, a participação de médicos cubanos “não explica” a retaliação, já que “dezenas de países”, inclusive a Itália, mantêm acordos semelhantes sem sofrer sanções. Hoje, de acordo com o ministro, 95% dos médicos do programa são brasileiros.

“Minha filha nem havia nascido quando o programa começou”, disse Padilha, acrescentando que a equipe visitou diversos países antes de implantar o modelo no Brasil.

Outros alvos das restrições

A revogação dos vistos da família do ministro ocorre dois dias após Washington retirar autorizações de viagem de outros brasileiros ligados ao Mais Médicos. Entre os nomes divulgados estão Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, coordenador-geral para a COP30 na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Padilha chama de “covardia” decisão dos EUA que anulou vistos da esposa e da filha de 10 anos - Imagem do artigo original

Imagem: Valter Campanato via gazetadopovo.com.br

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, apresentou as medidas como parte da retomada da política de restrições de vistos relacionadas a Cuba.

Com informações de Gazeta do Povo