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Oposição admite falta de apoio no Senado para impeachment de ministro do STF

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O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), reconheceu que os parlamentares contrários ao governo não reúnem votos suficientes no Senado para levar adiante um processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista ao portal O Antagonista divulgada nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o deputado afirmou que a ausência de maioria qualificada impede qualquer avanço nesse sentido. “Não temos os meios de ação concretos. Precisamos de maioria no Congresso para afastar um ministro da Suprema Corte e restabelecer o Estado de Direito”, declarou.

Mais de 70 pedidos aguardam decisão

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém em sua mesa mais de 70 requerimentos de impeachment contra integrantes do STF, a maior parte dirigida ao ministro Alexandre de Moraes. Para que um desses pedidos seja aprovado, são necessários 54 dos 81 votos em plenário.

Atualmente, o PL dispõe de 15 senadores, o Republicanos de quatro e o Novo de um, números insuficientes para alcançar os dois terços exigidos pela Constituição.

Projetos que afetam o Supremo

Alcolumbre também detém o poder de pautar propostas que alteram o funcionamento da Corte, como a instituição de mandatos para os ministros ou o fim das decisões monocráticas. Em meio às pressões, o ministro Gilmar Mendes chegou a modificar as regras do impeachment para que apenas a Procuradoria-Geral da República pudesse apresentar denúncias, mas voltou atrás após reação do Senado.

“Judicialismo de coalizão”

Cabo Gilberto Silva classificou o cenário atual como “judicialismo de coalizão”, argumentando que, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não possua maioria no Congresso, contaria com apoio da Suprema Corte.

Com informações de Gazeta do Povo