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Novo chefe da SRI, Olavo Noleto já foi citado em duas operações da PF na década de 2010

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Brasília, 27 jan. 2026 – Recém-escolhido para comandar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, o goiano Olavo Noleto, 52 anos, chega ao primeiro escalão respaldado por longa trajetória em governos do PT e cercado por menções em investigações de corrupção deflagradas na década passada.

Ligação com a Operação Miqueias

Noleto foi citado em setembro de 2013 durante a Operação Miqueias, da Polícia Federal, que investigou o desvio de mais de R$ 50 milhões de fundos de pensão municipais e estaduais — parte de um prejuízo estimado em R$ 300 milhões. A ação cumpriu 27 mandados de prisão e envolveu parlamentares, o que levou parte do processo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na época subchefe da própria SRI, Noleto indicou para um cargo de assessor Idaílson Vilas Boas, apontado como lobista do esquema. O auxiliar foi exonerado em 20 de setembro de 2013, e um pedido de prisão contra ele acabou negado pela Justiça. A então ministra da SRI, Ideli Salvatti, informou à presidente Dilma Rousseff que a indicação partira de Noleto. Apesar de uma apuração interna, o atual ministro manteve‐se no posto até 2015.

Citação na Operação Monte Carlo

Um ano antes, em 2012, o nome de Noleto aparecera na Operação Monte Carlo, que investigou a rede de influência do contraventor Carlinhos Cachoeira. Assim como na Miqueias, o caso não resultou em condenações ao novo ministro.

Trajetória política

Filho de jornalistas – o pai chegou a ser preso durante a ditadura militar –, Noleto formou‐se em Administração Pública e iniciou carreira no movimento estudantil, ocupando os cargos de vice-presidente e tesoureiro da União Nacional dos Estudantes (UNE) nos anos 2000. A mãe o acompanhou em parte da campanha pela entidade, conforme registro da imprensa à época.

Dentro do PT, foi presidente do diretório municipal em Goiânia e integrou a direção nacional. Entre 2001 e 2003, chefiou o gabinete do então prefeito de Goiânia, Pedro Wilson (PT), além de chefiar a Secretaria de Projetos da capital goiana. Já no governo federal, acumulou funções ligadas à comunicação, ao desenvolvimento e às relações institucionais.

Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que aguarda manifestação de Olavo Noleto sobre as menções nas operações da PF.

Com informações de Gazeta do Povo