O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator da ação apresentada por parlamentares da oposição que busca obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Master.
O recurso ao STF foi protocolado após o fim da CPMI do INSS e a resistência da Mesa Diretora do Senado em levar adiante a investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
O que a oposição quer investigar
O requerimento da nova CPI reúne 53 assinaturas de senadores — bem acima das 27 necessárias — e aponta suspeitas de:
- crimes financeiros,
- gestão temerária,
- manipulação de ativos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Os parlamentares citam o uso de estruturas bancárias para ocultar recursos do PCC e possíveis irregularidades envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Eles alertam que a demora na abertura da CPI pode comprometer a coleta de provas e documentos.
Impasses no Senado
Apesar do apoio obtido, Alcolumbre mantém o pedido parado há quatro meses. A oposição alega que, uma vez preenchidos os requisitos regimentais, a criação de CPI é direito das minorias parlamentares.
Vinculações recentes
Nunes Marques já compôs a maioria do STF que rejeitou a prorrogação da CPMI do INSS, alegando que o Judiciário não deve interferir em decisões internas do Congresso. O ministro chegou ao Supremo em 2020, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro, com apoio de Alcolumbre e do senador Ciro Nogueira. Nogueira é apontado como próximo a Vorcaro, mas nega irregularidades.
Sem a CPMI do INSS, a CPI do Master tornou-se o único caminho para que o Legislativo continue investigando o banco.
Com informações de Gazeta do Povo