Brasília — O Partido Novo protocolou nesta segunda-feira (26.jan.2026) representações na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A legenda alega “interferência atípica” do magistrado no inquérito que apura irregularidades no Banco Master, processo do qual ele é relator.
No documento enviado à PGR, o Novo solicita investigação de eventuais ilícitos penais e administrativos decorrentes da atuação de Toffoli. Paralelamente, o pedido à PF requer a abertura de inquérito policial para apurar os mesmos fatos.
Em nota, o partido sustenta que a conduta do ministro extrapola os limites da função jurisdicional. Segundo a sigla, os atos podem caracterizar, em tese, crimes de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além de possíveis violações aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa.
Assinam as representações o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e os deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS) e Adriana Ventura (Novo-SP). Eles argumentam que a postura atribuída a Toffoli impacta investigações sensíveis envolvendo o sistema financeiro.
Arquivamentos anteriores
Em 15 de janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou três pedidos da oposição que buscavam o afastamento de Toffoli da relatoria do caso. As representações citavam possível “conflito de interesse” e mencionavam viagem do ministro a Lima (Peru) ao lado de um advogado de investigado.
Ao rejeitar as solicitações, Gonet afirmou que o assunto já era objeto de apuração no STF com participação regular da PGR e que, portanto, não havia medida adicional a ser tomada naquele momento.
Com informações de Gazeta do Povo