O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (26) que o prazo de 24 horas determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a defesa de Jair Bolsonaro explique o uso de um celular durante visita ao ex-presidente é “teatro para intimidar”.
Em publicação na rede social X, o parlamentar declarou que o aparelho não foi utilizado para comunicação externa. “Criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras e ninguém da Suprema Corte dá 24 h para explicar nada. Não é justiça, é teatro para intimidar”, escreveu.
Prazos e decisões do Supremo
Moraes fixou o prazo na segunda-feira (24) após imagens de televisão mostrarem Nikolas conversando com Bolsonaro enquanto manuseava o telefone durante a visita realizada na sexta-feira (21). O uso de celulares por visitantes está proibido por decisão judicial.
No despacho, o ministro afirmou que “foi noticiado que, durante a visita autorizada, o réu e o visitante foram vistos conversando enquanto o deputado usava o celular”, razão pela qual solicitou esclarecimentos da defesa do ex-presidente.
Notícia-crime e pedido de apreensão do aparelho
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou notícia-crime no STF com base nas imagens de TV. Ela solicitou a apreensão do telefone para averiguar suposta incitação a um plano de fuga que, segundo a parlamentar, motivou a prisão preventiva de Bolsonaro.
Contexto da prisão
A visita ocorreu um dia antes da ordem de prisão preventiva contra o ex-chefe do Executivo, decretada após convocação de vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do dano à tornozeleira eletrônica do ex-presidente, provocado com um ferro de solda.
Com informações de Gazeta do Povo