O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, uma nota pública em que condena os recentes ataques militares conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. No documento, o grupo classifica as ações como “criminosas” e atribui os bombardeios a “regimes imperialistas e sionistas”.
Segundo o MST, as ofensivas ocorreram durante tratativas diplomáticas e teriam como objetivo promover uma mudança de governo em Teerã. O movimento afirma que os ataques violam de forma grave a soberania iraniana e o direito internacional, além de representarem, nas palavras da entidade, tentativa de “domínio geopolítico de potências ocidentais” e de “apropriação de recursos naturais”.
A organização rural pede que países de todas as regiões pressionem Washington e Tel Aviv para que cessem imediatamente as hostilidades. A nota também convoca a sociedade norte-americana a se mobilizar contra a política externa de seu governo. “A resistência do povo iraniano merece nossa solidariedade”, registra o texto.
Morte de Ali Khamenei confirmada por Trump
Horas antes da publicação da nota do MST, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Em mensagem divulgada à noite, Trump descreveu Khamenei como “uma das pessoas mais perversas da História” e declarou que o falecimento do clérigo representa “a maior oportunidade para que o povo iraniano retome o controle do país”.
O presidente norte-americano acrescentou que integrantes da Guarda Revolucionária, militares e forças de segurança iranianas estariam buscando imunidade junto a Washington. Khamenei, de 86 anos, era considerado a figura política, religiosa e militar mais poderosa do Irã, cargo que ocupava havia 35 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.
As declarações de Trump ocorrem em meio a um clima de tensão no Oriente Médio, agravado pelos ataques simultâneos realizados por Estados Unidos e Israel, agora alvo de críticas públicas de movimentos sociais brasileiros como o MST.
Com informações de Gazeta do Povo