O procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou que o Ministério Público está desenvolvendo “ferramentas tecnológicas” para apoiar procuradores e promotores na fiscalização das eleições de 2026. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil, divulgada nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026.
Segundo Gonet, os novos recursos digitais terão dois objetivos principais: identificar irregularidades e preservar provas eletrônicas que possam embasar investigações e ações judiciais. “Temos investido no desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para auxiliar os procuradores e promotores na identificação de irregularidades, bem como na preservação de provas digitais”, afirmou.
Prioridades para o pleito
Como chefe do Ministério Público Eleitoral, Gonet destacou que as prioridades de atuação em 2026 serão o combate a fraudes na cota de gênero e o enfrentamento da violência política de gênero. Uma orientação conjunta da Procuradoria-Geral Eleitoral e da Câmara Criminal do Ministério Público Federal determina que inquéritos e processos sobre esses temas recebam tratamento prioritário, “para assegurar a responsabilização dos agressores e a proteção das vítimas”, disse o procurador-geral.
Crime organizado em pauta
Gonet também abordou a tentativa de infiltração do crime organizado no processo eleitoral. De acordo com ele, a atuação do MP Eleitoral tem sido “preventiva, coordenada e firme” para impedir a influência de organizações criminosas nas disputas.
Repercussão das ações recentes
Como responsável pelas acusações no Supremo Tribunal Federal, Gonet assinou a denúncia que resultou na prisão e inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro até 2060, caso que envolveu supostas falas com intenção de deslegitimar o processo eleitoral. Com Bolsonaro fora da corrida, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser apontado como possível substituto na eleição presidencial.
Ao comentar a “disposição cívica” da instituição, o procurador-geral reforçou que o Ministério Público “seguirá vigilante e comprometido para que a vontade do eleitor prevaleça e para que a democracia brasileira saia, mais uma vez, fortalecida”.
Com informações de Gazeta do Povo