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Mourão minimiza presidência petista e aposta em CPI focada na estrutura do crime organizado

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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou não ver obstáculo na escolha de Fabiano Contarato (PT-ES) para comandar a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. Segundo ele, a investigação tem condições de avançar se mantiver perfil técnico e evitar disputas político-partidárias.

Foco: finanças das facções e infiltração no Estado

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista Veja, o ex-vice-presidente detalhou os eixos do plano de trabalho da CPI: rastrear o financiamento das facções, mapear conexões internacionais e apurar a infiltração do crime em instituições públicas e forças de segurança. “São temas complexos, mas objetivos, que podem levar a novos projetos de lei e ações do Executivo”, declarou.

Instalação não foi reação a operação no Rio

Mourão ressaltou que o requerimento de criação da comissão, apresentado em junho pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), antecede a megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes. “A proposta foi lida há cinco meses; não é algo do momento”, disse. Para ele, a demora na instalação não compromete o resultado: “Agora existe um escopo claro e condições de avançar”.

Confiança em Contarato

Questionado sobre a resistência de parte da oposição ao nome de Contarato, Mourão afirmou não compartilhar da preocupação. “Tenho acompanhado o trabalho do senador e, em muitos casos, ele tem visão semelhante à nossa”, comentou. O general da reserva lembrou a convivência com o petista na Comissão de Segurança Pública e citou o projeto de Contarato que amplia o tempo de internação de menores infratores, relatado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como exemplo de atuação conjunta.

Valores “esquecidos” no Banco Central

Na mesma entrevista, Mourão mencionou dados divulgados pelo Banco Central: R$ 10,69 bilhões continuam disponíveis para devolução, sendo R$ 8,08 bilhões pertencentes a pessoas físicas e R$ 2,61 bilhões a empresas. Ao todo, 48 milhões de cidadãos e 4,6 milhões de pessoas jurídicas têm recursos a resgatar.

A CPI do Crime Organizado ainda aguarda a definição de relatoria para iniciar as oitivas e análise de documentos.

Com informações de Direita Online