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Moraes permite saída temporária de Bolsonaro para exames médicos e exige apresentação de atestado

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a deixar a prisão domiciliar no próximo sábado, 16 de agosto, para realizar exames médicos.

A decisão atende a pedido da defesa, que relatou agravamento de crises de soluços e necessidade de acompanhamento clínico mais detalhado.

O atendimento ocorrerá no hospital DF Star, em Brasília. Concluídos os procedimentos, Bolsonaro deverá apresentar ao processo, no prazo máximo de 48 horas, o atestado de comparecimento.

Esta será a primeira saída do ex-chefe do Executivo desde que passou a cumprir prisão domiciliar em 4 de agosto, também por determinação de Moraes.

Exames previstos

A avaliação médica inclui coleta de sangue e urina, endoscopia digestiva alta, tomografias computadorizadas de tórax, abdome e pelve, ecocardiograma transtorácico, ultrassonografia Doppler de carótidas e ultrassonografia de próstata e vias urinárias. Os exames têm como objetivo monitorar diagnósticos pré-existentes classificados pela CID.

Segundo a equipe responsável, a solicitação está relacionada ao tratamento medicamentoso em curso, à reavaliação de sintomas de refluxo e de soluços refratários, além da verificação geral do estado de saúde. Dependendo dos resultados, podem ser indicados exames complementares ou ajustes no tratamento.

Visitas autorizadas

Paralelamente, Moraes liberou a entrada de mais quatro visitantes na residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, onde ele mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O ministro registrou que solicitações feitas por terceiros, como parlamentares ou dirigentes partidários, sem o aval da defesa, não serão analisadas, pois o interesse do investigado só pode ser manifestado por meio de seus advogados.

A defesa ainda aguarda decisão sobre recurso apresentado em 6 de agosto que pede a revogação da prisão domiciliar. Moraes pode solicitar manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de submeter o caso à Primeira Turma do STF.

Com informações de Direita Online