Brasília — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitação para que se manifeste, em até cinco dias, sobre o reforço do policiamento na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O despacho, emitido nesta segunda-feira (25), atende a um ofício da Polícia Federal (PF) e está inserido na ação penal que apura a suposta tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. O julgamento do processo, que tem Bolsonaro e mais sete acusados, está previsto para começar em 2 de setembro.
Pedido da Polícia Federal
No documento enviado ao STF, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, solicita “aumento urgente e discreto” da vigilância ostensiva no entorno da casa do ex-presidente, além da manutenção e do monitoramento contínuo do sistema eletrônico de segurança, que inclui a tornozeleira usada por Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a PF identificou indícios de que o ex-chefe do Executivo poderia tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília — situada a cerca de dez minutos de sua residência — para pedir asilo político.
Réus no processo
Além de Jair Bolsonaro, respondem no mesmo processo o deputado federal Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier Santos, o ex-ministro Anderson Torres, o general Augusto Heleno, o tenente-coronel Mauro Cid, o general Paulo Sérgio Nogueira e o general Walter Braga Netto.

Imagem: Marcelo Camargo
Prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, em Brasília, com uso de tornozeleira eletrônica. Ele pode receber apenas familiares e advogados, e qualquer outra visita depende de autorização judicial.
Com informações de Gazeta do Povo