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Moraes sustenta prisão de ex-assessor de Bolsonaro e permite doutorado on-line a ex-chefe da PRF

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Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva do coronel da reserva Marcelo Câmara, ex-assessor especial da Presidência da República, e do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. As decisões foram assinadas em 6 de fevereiro.

Câmara está detido desde 18 de junho do ano passado, após o STF receber informação de que seu advogado, Eduardo Kuntz, conversara com o tenente-coronel Mauro Cid, delator no inquérito. Segundo Moraes, o réu teria usado o defensor para tentar obter detalhes sigilosos da colaboração premiada, o que indicaria “perigo gerado pelo estado de liberdade” e tentativa de obstrução das investigações.

Condenado a 21 anos de prisão em regime inicial fechado, o coronel é apontado pelo STF como integrante de um núcleo de inteligência paralela que monitorava autoridades — entre elas o próprio Moraes, identificado pelo codinome “professora” — com o objetivo de viabilizar um decreto de golpe de Estado.

No mesmo despacho, o ministro rejeitou pedido de relaxamento da prisão de Silvinei Vasques, mantido na ala “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Contudo, autorizou o ex-diretor da PRF a cursar doutorado em Direito Econômico e Empresarial na modalidade de ensino a distância, dentro da penitenciária, amparado pela Lei de Execução Penal, que prevê o direito ao estudo para remição de pena.

A defesa de Silvinei havia solicitado a transferência do ex-servidor para Santa Catarina, mas voltou atrás após relatar que as necessidades de saúde e convívio familiar estão sendo atendidas no Distrito Federal. O ex-diretor da PRF foi preso preventivamente em dezembro de 2025, quando tentava deixar o país pelo Paraguai, e condenado a 24 anos e 6 meses de reclusão, além da perda do cargo público.

Os dois réus seguem submetidos a medidas cautelares que proíbem o uso de redes sociais e qualquer contato, direto ou por terceiros, com outros investigados.

Com informações de Gazeta do Povo