Home / Política / Moraes diz que imprensa “ampara agressores” do STF em debate sobre redes sociais

Moraes diz que imprensa “ampara agressores” do STF em debate sobre redes sociais

ocrente 1770241798
Spread the love

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, parte da mídia de “ajudar os agressores” da Corte. A declaração foi feita durante o julgamento de ações que contestam trechos da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que estabelece regras para o uso de redes sociais por magistrados.

Moraes criticou a repetição de informações segundo as quais o STF teria permitido que juízes julgassem processos defendidos por parentes advogados. “Um magistrado, seja de primeira instância ou ministro, está impedido de julgar qualquer causa que tenha como parte seus familiares”, afirmou. Ele classificou a narrativa como “mentira absurda” difundida “por ignorância, má-fé ou interesses econômicos escusos”.

Segundo o ministro, “de forma indigna, parte dos agressores a este STF, com apoio lamentável de parte da mídia, vem repetindo essa mentira”. Moraes disse ter acionado sua assessoria de imprensa para esclarecer o tema, mas avaliou que veículos de comunicação continuam a divulgar a informação.

Levantamento sobre atuação de familiares

Reportagem publicada pelo portal UOL no fim de janeiro identificou 1.921 processos no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com participação de filhos, cônjuges, ex-cônjuges ou irmãos de ministros. A maioria desses familiares já atuava como advogado antes da posse dos magistrados, o que afasta irregularidade formal.

As investigações sobre o Banco Master também apontaram que o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, fechou acordo de R$ 129 milhões para representar a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Palestras e atividades privadas

Moraes ainda alegou que há tentativa de “demonizar” a remuneração de palestras ministradas por integrantes do Judiciário. Ele lembrou que a legislação autoriza magistrados a receber por aulas e palestras, além de possuir ações de empresas, desde que não atuem como sócios-dirigentes. “A magistratura não pode fazer mais nada da vida, só magistério e palestras. E agora passaram a demonizar as palestras”, disse.

O julgamento no STF sobre a norma do CNJ prosseguirá com os votos dos demais ministros.

Com informações de Gazeta do Povo