Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Receita Federal verifique se houve consultas indevidas a informações fiscais de todos os integrantes da Corte e de aproximadamente 100 familiares, segundo revelou a Folha de S.Paulo neste domingo (15).
A determinação foi encaminhada há cerca de três semanas dentro do inquérito das Fake News, instaurado em 2019 e relatado por Moraes. A lista abrange pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros em exercício.
Em atendimento ao pedido, a Receita iniciou um rastreamento interno que envolve cerca de 80 sistemas. A checagem pode exigir aproximadamente 8 mil procedimentos, e os relatórios concluídos estão sendo encaminhados diretamente ao gabinete do ministro.
Além da Receita, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) participa da apuração. O movimento ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de fraudes. Ministros passaram a suspeitar de vazamentos de dados sigilosos após a divulgação de informações que sugeriam ligações entre familiares de Moraes e do ministro Dias Toffoli com a instituição financeira.
Procurados pela reportagem da Gazeta do Povo, Receita Federal e STF não se pronunciaram até a publicação desta matéria. À Folha, a Receita afirmou que não comenta ordens judiciais, ressaltou que o processo corre sob sigilo e disse que apenas o Supremo pode autorizar a divulgação de detalhes.
Com informações de Gazeta do Povo