O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) seja citado em seu gabinete na Câmara dos Deputados para apresentar defesa prévia em processo por crimes contra a honra do comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.
A decisão foi tomada após tentativa frustrada de notificação no endereço residencial do parlamentar, no Espírito Santo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Gilvan em dezembro, apontando supostos crimes de injúria, difamação e calúnia contra o general.
O caso teve origem em discurso do deputado no plenário da Câmara, em 29 de novembro, quando reagia ao início do cumprimento de pena de condenados no Núcleo 1 da ação penal sobre tentativa de golpe de Estado — grupo que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo, entre eles o general Augusto Heleno.
Na ocasião, Gilvan chamou o comandante do Exército de “cúmplice” do “ditador Moraes” e usou expressões como “general de merda”, “frouxo” e “covarde”. Ele também afirmou que Heleno teria sido preso injustamente e que a custódia deveria ser feita pela Polícia do Exército, não pela Polícia Federal.
Com a nova determinação, o parlamentar será notificado diretamente no gabinete para apresentar sua versão dos fatos antes que Moraes decida sobre o recebimento ou não da denúncia.
Com informações de Direita Online