Brasília, 6 jan. 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou nesta terça-feira (6) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele fosse levado ao hospital DF Star, em Brasília, após sofrer uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal (PF).
Segundo Moraes, não há “nenhuma necessidade imediata” de remoção. O magistrado determinou que seja apresentado um laudo médico para avaliar a possibilidade de realização de exames nas próprias instalações da PF antes de qualquer deslocamento.
Bolsonaro caiu na cela e, de acordo com a equipe médica que o avaliou, apresentou traumatismo cranioencefálico classificado como leve. Ainda assim, a defesa alegou risco “concreto e imediato” à saúde do ex-presidente devido ao seu histórico clínico recente e solicitou a transferência urgente.
O filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, criticou a decisão nas redes sociais. No X (antigo Twitter), o ex-vereador afirmou que o pai teve hematoma no rosto, sangramento e sinais de desorientação. “Que absurdo! Querem matar Jair Bolsonaro!”, escreveu.
Pela manhã, um agente da PF foi até a cela para informar sobre a chegada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ao atender o ex-presidente, constatou “ferimentos leves” e recomendou apenas observação, conforme nota divulgada pela corporação.
Em seguida, a PF informou que encaminharia Bolsonaro ao DF Star a pedido de seu médico particular. Pouco depois, a corporação revisou a informação e disse que o deslocamento dependeria de autorização do STF.
Moraes já havia esclarecido anteriormente que, em situações de emergência, não seria necessário solicitar aval prévio para atendimento hospitalar externo, desde que fosse apresentado relatório posterior. A PF, contudo, entendeu que a queda não configurava emergência.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão, Bolsonaro recebeu autorização do STF para ficar internado no DF Star de 24 de dezembro de 2025 a 1º de janeiro de 2026 para cirurgia de correção de hérnia. Os médicos informam que, após o acidente desta terça, ele se comunica normalmente.
A defesa sustenta que uma avaliação imediata fora do presídio evitaria um “agravamento irreversível” do quadro. Moraes, porém, só irá reexaminar a possibilidade de transferência depois de receber o laudo detalhado solicitado.
Com informações de Gazeta do Povo