Brasília, 27 de março de 2026 – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) anunciou nesta sexta-feira (27) que suspendeu temporariamente qualquer participação em articulações políticas para dedicar-se à recuperação do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Política zero por enquanto. Estou de licença para cuidar dele. Minha prioridade sempre será meu marido e minhas filhas. Se tiver de renunciar a qualquer coisa pela minha família, eu renuncio”, afirmou Michelle a jornalistas.
Alta médica e prisão domiciliar
Bolsonaro recebeu alta após duas semanas de internação. Três dias antes, em 24 de março, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente cumprisse 90 dias de prisão domiciliar.
Segundo Michelle, a permanência em casa deve favorecer o estado emocional do ex-chefe do Executivo. “Em casa ele tem aconchego psicológico, podemos preparar o que ele sente vontade de comer. Quando ele estava preso era uma imposição”, declarou.
Articulação pelo benefício
A ex-primeira-dama relatou que a transferência para o regime domiciliar foi resultado de esforço conjunto. Ela, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados se reuniram com Moraes para solicitar a medida. “Não há uma única pessoa que tirou o Bolsonaro do batalhão da Papudinha. São várias pessoas que intercederam em oração e pessoalmente”, disse.
Planos eleitorais mantidos
Pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle recebeu apoio público dos filhos do ex-presidente. Flávio Bolsonaro, também pré-candidato ao Palácio do Planalto, confirmou no fim de semana a intenção da ex-primeira-dama de disputar a vaga. Carlos Bolsonaro (PL-SC), que pretende concorrer ao Senado por Santa Catarina, reforçou o apoio: “Minha senadora no DF é Michelle Bolsonaro”.
Embora mantenha a pré-candidatura, Michelle frisou que Jair Bolsonaro não deve participar de negociações políticas durante o período de recuperação. “Vamos viver um dia de cada vez”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo