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Michelle Bolsonaro nega candidatura em 2026, diz querer ser primeira-dama e promete “voz” para Jair

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Brasília – 27 set. 2025 – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (27), em Ji-Paraná (RO), que não pretende disputar a Presidência da República em 2026. Durante encontro do PL Mulher, ela declarou que seu objetivo é trabalhar pela volta do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. “Eu não quero ser presidente, quero ser primeira-dama”, disse.

A fala ocorre poucos dias depois de o Supremo Tribunal Federal condenar Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão e três dias após Michelle ter admitido ao jornal britânico The Telegraph a possibilidade de concorrer a um cargo ainda não definido. No evento em Rondônia, ela reforçou que atuará como representante do marido enquanto ele permanecer detido. “Se ele quiser, serei a voz dele nos quatro cantos desta nação, e até fora se precisar”, afirmou.

Michelle preside o PL Mulher e é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Pesquisas internas do partido indicam que o nome da ex-primeira-dama é hoje o mais competitivo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), superando inclusive o desempenho do próprio Jair Bolsonaro em cenários simulados. Ainda assim, ela reiterou que a prioridade é a recuperação dos direitos políticos do marido.

No campo conservador, outra opção ventilada para 2026 é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem reunião marcada com Jair Bolsonaro na próxima segunda-feira (29). Aliados apontam que o enfraquecimento de lideranças como Tarcísio e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fortalece a visibilidade de Michelle.

Ao defender o ex-presidente, Michelle disse que Jair Bolsonaro “era um diamante bruto no Congresso, lapidado com o tempo” e admitiu que ele pode ter “colocado palavras erradas”, mas destacou que “não mete a mão em dinheiro de aposentado”. Ela também pediu resiliência aos apoiadores, mencionando “rotina de humilhações” e alegado cerceamento de liberdade de expressão imposto pelo STF. “Em breve a justiça vai brilhar na nossa nação”, concluiu.

Com informações de Gazeta do Povo