A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) agradeceu nesta quinta-feira (15) aos agentes da Polícia Federal que prestaram assistência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante sua permanência na Superintendência da corporação, em Brasília. O ex-chefe do Executivo esteve detido no local de 22 de novembro de 2025 até ser transferido, na tarde de hoje, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, popularmente conhecido como Papudinha.
Em mensagem publicada no Instagram, Michelle disse confiar “no tempo de Deus” e relatou que seguia para o Complexo da Papuda para visitar o marido. “Sou grata a todos da PF que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Que Deus os recompense e os abençoe grandemente”, escreveu.
Repercussão política
A transferência provocou novas críticas da família Bolsonaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O magistrado classificou as reclamações sobre as condições de cumprimento da pena como uma “campanha de notícias fraudulentas” com objetivo de deslegitimar o Judiciário e afirmou que prisão “não é colônia de férias”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou se Moraes adotaria a mesma postura caso o preso fosse o ex-presidente Michel Temer (MDB), responsável por indicá-lo ao STF. “Os remédios que Bolsonaro toma para o problema crônico de soluços têm efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência”, disse, defendendo que o pai seja transferido para casa enquanto não há solução médica definitiva.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a decisão evidencia “insensibilidade e psicopatia” do ministro, enquanto o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) classificou a medida como “maldade” contra o ex-presidente e contra os presos pelos atos de 8 de janeiro.
A permanência de Jair Bolsonaro na Papudinha não tem prazo definido. A defesa tenta novo pedido para que o ex-presidente cumpra pena em regime domiciliar, alegando questões de saúde.
Com informações de Gazeta do Povo