Indicado pelo presidente da República para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que percorrerá os gabinetes dos 81 senadores para garantir votos favoráveis à sua nomeação. O compromisso foi anunciado na manhã de terça-feira, 25 de novembro de 2025, no próprio Senado Federal.
Messias disse que permanecerá em Brasília até a sabatina marcada para 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Eu virei ao Senado todos os dias”, declarou após reunião com o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA). A indicação terá como relator o senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Resistências e apoios
A candidatura enfrenta objeções de vários espectros políticos. Parlamentares conservadores contestam um parecer de Messias sobre aborto, classificando-o como “mais petista do que evangélico”, apesar do apoio do ministro André Mendonça, também evangélico. Já grupos progressistas ligados ao feminismo negro criticam a escolha de um homem branco no Dia da Consciência Negra.
No centro do tabuleiro político, a indicação gerou desconforto entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
Longevidade no cargo
A cadeira no STF foi aberta com a saída antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, que poderia permanecer até 2033. Caso seja confirmado pelo Senado, Messias poderá ocupar o posto até 2055. Depois dele, o próximo presidente da República terá direito a três indicações: em 2028 (vaga de Luiz Fux), 2029 (Cármen Lúcia) e 2030 (Gilmar Mendes).
Até a sabatina, Messias seguirá com a estratégia conhecida como “beija-mão”, prática tradicional de visita a gabinetes em busca de votos.
Com informações de Gazeta do Povo