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Megaoperação no Rio acirra disputa de discursos entre governo Lula e aliados estaduais

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A repercussão da megaoperação policial realizada em 28 de outubro contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, colocou Palácio do Planalto e autoridades fluminenses em lados opostos na batalha pela opinião pública.

No programa Última Análise de quinta-feira (30), especialistas avaliaram que o governo federal enfrenta dificuldades para sustentar sua narrativa após recusar apoio à ação e classificar traficantes como “vítimas”. Segundo o ex-juiz Adriano Soares da Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não prestou homenagem aos policiais mortos e fez apenas referências genéricas à criminalidade”.

Enquanto movimentos de esquerda criticaram a letalidade da operação, o governo do Rio, respaldado por governadores alinhados à direita, defendeu o massacre como medida necessária. O escritor Francisco Escorsim afirmou que “a esquerda já perdeu a guerra de narrativas” ao tratar o tema como se o país estivesse em “estado de normalidade”.

De acordo com o vereador Guilherme Kilter, um levantamento na capital e em todo o estado apontou que “quase 70%” da população apoia a megaoperação. O dado tem sido usado por autoridades estaduais para reforçar o discurso de eficácia da ação.

PEC da Segurança entra na mira

No Congresso, o debate se volta à Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, parada desde abril em comissão especial. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para 4 de dezembro a entrega do parecer.

Para Adriano Soares da Costa, o texto “acaba com o federalismo”, ao concentrar recursos e comando de operações no governo federal. Já Escorsim vê clima de disputa eleitoral: “A direita quer rejeitar de imediato; a esquerda tenta aprová-la para sustentar o discurso de que preza pela segurança”.

O Última Análise vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30, pelo canal da Gazeta do Povo no YouTube.

Com informações de Gazeta do Povo