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Manifestante é presa após pichar monumento histórico durante ato anti-anistia em Belo Horizonte

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Uma mulher foi detida pela Polícia Militar na tarde de domingo, 14 de dezembro de 2025, depois de pichar o Monumento à Terra Mineira, na Praça da Estação, em Belo Horizonte. A ação ocorreu durante protesto de grupos de esquerda contra o projeto de anistia em tramitação no Congresso.

Identificada como Tatá Borun Xonin, a manifestante utilizou spray para escrever a frase “Demarcação. Brasil, terra indígena” na obra assinada pelo escultor Júlio Starace, que homenageia personagens ligados à história e ao desenvolvimento de Minas Gerais.

O ato foi filmado pelo engenheiro de segurança do trabalho Enio Panzera, administrador do perfil “Fala Panza” nas redes sociais. Ele relatou ter perguntado, em tom de brincadeira, se a tinta era removível. A mulher confirmou que se tratava de tinta permanente em aerosol.

Ao chegarem ao local, policiais militares deram voz de prisão em flagrante. Houve resistência de outros manifestantes, mas a detenção foi efetuada e a pichadora levada para a delegacia.

Repercussão e comparações

Nas redes sociais, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) ironizou o episódio, lembrando que o protesto era contra um projeto que reduz penas para quem depreda monumentos. Usuários também compararam o caso ao da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 após escrever “Perdeu, Mané” em estátua do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a legislação brasileira, pichar bem público tombado pode resultar em detenção de seis meses a um ano, além de multa. O crime é considerado de menor potencial ofensivo, com possibilidade de acordo penal, e raramente leva a pena em regime fechado.

Com informações de Gazeta do Povo