Brasília – O pastor evangélico Silas Malafaia afirmou nesta quarta-feira (7) estar sendo perseguido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo ele, a investigação aberta contra suas declarações feitas em abril de 2025, durante protesto em São Paulo, viola a liberdade de expressão.
No ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para pressionar o Congresso a votar o projeto de anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023, Malafaia chamou os generais quatro estrelas do Exército de “cambada de frouxos, covardes e omissos”. Não foram citados nomes.
Intimação do STF
O líder religioso recebeu, em 23 de dezembro de 2025, uma intimação de Moraes concedendo 15 dias para explicar as declarações. O despacho integra o inquérito das fake news e das milícias digitais, aberto em 2019 e ainda sem conclusão.
Para o procurador-geral Paulo Gonet, as falas de Malafaia podem configurar ofensa à honra dos integrantes do Alto Comando do Exército e falsa imputação de crime de prevaricação. A PGR destacou que a divulgação do discurso nas redes sociais superou 300 mil visualizações, ampliando o alcance das críticas.
Representação do Exército
A denúncia chegou ao STF em 18 de dezembro de 2025, após representação apresentada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva. A corporação sustenta que a honra e o decoro de seus oficiais foram atingidos.
Defesa do pastor
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Malafaia classificou a investigação como “conluio” político e disse não ter foro por prerrogativa de função: “Que me mandem para a primeira instância”, afirmou. Ele também questionou a ligação de sua manifestação com o inquérito das fake news.
O processo segue sob relatoria de Alexandre de Moraes no STF.
Com informações de Gazeta do Povo