Brasília – Em 9 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Instituto Butantan, em São Paulo, para celebrar o início da aplicação da Butantan-DV, vacina contra a dengue desenvolvida no país. Durante o evento, o governo anunciou R$ 1,4 bilhão em investimentos na instituição e deu início à imunização de profissionais da atenção primária do SUS.
No discurso, Lula classificou o imunizante como “uma conquista da ciência brasileira” e criticou o que chamou de “sectarismo negacionista” diante de vacinas já aprovadas pelas autoridades sanitárias. O presidente pediu mobilização de professores, líderes religiosos e políticos para reforçar as campanhas de vacinação e recuperar a confiança da população.
Não foi a primeira vez que Lula se manifestou contra a desinformação sobre imunização. Em dezembro de 2023, ele defendeu a criminalização de quem divulgue informações falsas sobre a segurança e a eficácia de vacinas, argumentando ser a única forma de conter a propagação de dados enganosos.
Suspensão quatro meses depois
Quatro meses após o pronunciamento, em 8 de junho de 2026, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação com a Butantan-DV. A decisão ocorreu após o registro de duas mortes suspeitas e três casos graves entre pessoas imunizadas. No total, cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas, com 42 notificações de eventos adversos considerados severos, dos quais três foram classificados como graves.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que ainda não há elementos suficientes para confirmar relação de causalidade entre os casos graves e a vacina, mas ressaltou que os episódios acionaram um “sinal de alerta”. Segundo Padilha, a suspensão foi recomendada por consenso do comitê de farmacovigilância e permanecerá enquanto durar a investigação.
Com informações de Gazeta do Povo