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Lula repudia revogação de vistos pelos EUA a servidores do Mais Médicos e critica bloqueio a Cuba

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2025, a decisão do governo dos Estados Unidos de cancelar vistos de servidores brasileiros envolvidos na criação do programa Mais Médicos. A medida, anunciada pelo Departamento de Estado sob a gestão de Donald Trump, foi fundamentada na alegação de que os brasileiros teriam atuado em cumplicidade com o regime cubano.

Durante a inauguração da fábrica de hemoderivados da Hemobrás, em Goiana (PE), Lula afirmou que o bloqueio econômico imposto a Cuba há sete décadas é “injustificável” e tem provocado carências graves na ilha. “Cuba é vítima de um bloqueio que já dura 70 anos. Não há razão para esse embargo”, declarou.

O presidente também endereçou críticas diretas a Trump. Segundo Lula, os Estados Unidos “não deveriam tentar mandar no mundo” e deveriam “deixar os cubanos viverem em paz”.

Recado a Mozart Sales

No discurso, Lula mencionou Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada em Saúde e um dos alvos das sanções norte-americanas. Ele aconselhou o servidor a não se preocupar com a retirada do visto: “O mundo é grande e o Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados; há muito espaço para caminhar aqui”, afirmou.

As punições impostas por Washington atingiram outros responsáveis pela formulação do Mais Médicos, programa criado em 2013 para suprir a falta de médicos em áreas remotas do Brasil. As sanções incluem a proibição de entrada em território norte-americano.

O governo brasileiro não anunciou, até o momento, medidas de retaliação ou resposta formal às restrições impostas pelos EUA.

Com informações de Direita Online