O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi recebido com vaias por um grupo de brasileiros em Nova York na noite de domingo, 21 de setembro de 2025, pouco antes do início da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
Vestindo majoritariamente camisas amarelas, os manifestantes exibiam cartazes contra Lula e a primeira-dama, Janja da Silva. Entre os gritos, chamavam o presidente de “ladrão” e pediam que ele “ouvisse” o ex-mandatário norte-americano Donald Trump.
Em julho, Trump elevou para 50% a tarifa sobre produtos brasileiros, justificando a medida pelo que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.
Compromissos de 22 a 24 de setembro
Lula permanece em Nova York de 22 a 24 de setembro, liderando a delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU. Conforme tradição iniciada em 1955, o Brasil abre o Debate Geral. O discurso do presidente está marcado para terça-feira, 23 de setembro, logo após as falas do secretário-geral António Guterres e da presidente da Assembleia, Annalena Baerbock, ministra das Relações Exteriores da Alemanha.
Na segunda-feira, 22, Lula participa da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina, convocada por França e Arábia Saudita. O Itamaraty espera que o encontro incentive o reconhecimento formal do Estado Palestino por mais países.
Também no dia 23, Lula divide com Guterres a condução de uma reunião sobre ação climática. O governo pretende utilizar o evento como preparação para a COP30, agendada para novembro em Belém (PA).
Na quarta-feira, 24, o chefe do Executivo brasileiro copreside, ao lado dos presidentes Gabriel Boric (Chile) e Pedro Sánchez (Espanha), a segunda edição do fórum “Em Defesa da Democracia”, que tem como foco o combate à desinformação, ao extremismo e ao discurso de ódio.
Com informações de Gazeta do Povo