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Lula reage à queda da MP da Taxação com exonerações e possível corte de emendas

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Brasília, 11 de outubro de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma série de demissões na Esplanada dos Ministérios após a Medida Provisória que buscava recuperar R$ 17 bilhões em arrecadação — conhecida como MP da Taxação — perder a validade no Congresso.

Exonerações na Agricultura e no DNIT

O Diário Oficial da União desta sexta-feira (10) trouxe as exonerações de superintendentes do Ministério da Agricultura nos estados do Pará, Paraná, Minas Gerais e Maranhão. Também foi dispensada a superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Roraima.

Caixa Econômica afasta indicados por PP e PL

No mesmo dia, a Caixa Econômica Federal comunicou, em nota aos investidores redigida em inglês, a destituição de dois assessores ligados a partidos do centrão. Deixam seus cargos Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, que ocupava a Vice-Presidência de Sustentabilidade e Cidadania Digital, e José Trabulo Júnior, ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e aliado do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Paulo Rodrigo permanece como empregado de carreira da estatal, onde atua desde 1999.

Corte de emendas em estudo

Além das demissões, o Palácio do Planalto avalia bloquear cerca de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares — medida que atinge diretamente partidos do centrão. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu afirmando que “quem é contra emendas parlamentares é contra a população”.

Desembarque de partidos e ministros remanescentes

União Brasil e Progressistas (PP) anunciaram recentemente a saída da base governista. Mesmo após a orientação das siglas para que todos os filiados deixem seus cargos, dois ministros optaram por permanecer: André Fufuca (Esportes), do PP, e Celso Sabino (Transportes), do União Brasil. Sabino enfrenta processo interno que pode levar à expulsão do partido.

Próximos passos

Integrantes do governo preveem novas exonerações na segunda-feira (13), especialmente nos Correios. As mudanças ocorrem após PL, PP e União Brasil articularem pedidos de retirada de pauta que contribuíram para o fim da MP da Taxação.

As demissões e o possível bloqueio de emendas fazem parte da estratégia do governo para tentar recompor apoio no Congresso e buscar novas alternativas de arrecadação.

Com informações de Gazeta do Povo