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Lula critica ação militar dos EUA que derrubou Nicolás Maduro

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Brasília — 23.jan.2026 (sexta-feira) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou estar “indignado” com a operação militar dos Estados Unidos que retirou do poder o líder venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado nesta sexta-feira.

“Fico todas as noites indignado com o que aconteceu na Venezuela. Não consigo acreditar”, disse Lula ao relatar que, segundo ele, 15 mil soldados norte-americanos estavam posicionados no Mar do Caribe antes da investida. “Os caras entram à noite na Venezuela, vão ao quartel onde morava Maduro e o levam embora.”

Maduro preso nos Estados Unidos

A ofensiva ocorreu em 6 de janeiro, quando Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados aos Estados Unidos, onde permanecem detidos. Para o presidente brasileiro, a ação representa “flagrante desrespeito” à soberania venezuelana. “Aqui na América do Sul é território de paz”, afirmou.

Apoio do MST e críticas a Washington

No mês passado, Maduro agradeceu publicamente ao MST pelo apoio à “causa” venezuelana. Após a operação, o movimento acusou Washington de tentar “monopolizar o petróleo” do país vizinho. Lula endossou o discurso de resistência latino-americana. “Não temos armas nucleares, mas temos caráter e dignidade. Não vamos abaixar a cabeça para ninguém”, declarou.

Relação Lula-Maduro

Lula e Maduro, aliados históricos, estavam distantes desde a eleição venezuelana de 2024, contestada por suspeitas de fraude e pela ausência de divulgação das atas de votação. Ainda assim, o governo brasileiro enviou a embaixadora Glivânia Oliveira à posse do líder chavista.

O diálogo só foi retomado no fim de 2025, em uma conversa telefônica sigilosa revelada pelo jornal O Globo. Na ocasião, Lula manifestou preocupação com a escalada militar dos Estados Unidos e ofereceu ajuda para reduzir tensões na região.

Após a destituição de Maduro, o Palácio do Planalto divulgou nota classificando a atuação americana como “afronta gravíssima” ao direito internacional. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”, afirmou o texto.

Com informações de Gazeta do Povo